.não, eu não sou tão triste assim quanto teus olhos vêem. as vezes repentinamente consigo ver o sol, um reflexo torto dos meus olhos curvos sobre a lama ao redor dos pés. assim, me diz que eu nem sou tão sozinha? é que as vezes vou acordar na pontinha da cama, quase caindo. sabe aquela queda que? aquela tão diferente do abismo largo dos meus lençóis, não sinta pena. amanha ou depois ou sei lá, espero doer logo ou que venha antes do próximo ano porque posso simples assim não suportar, e cair, diferente da queda que, mas aquela sem fim, ferida. e dela talvez não me levante.talvez não queira, talvez goste de lá.talvez seja macio e esteja tão distante do ar e me dissolva tão profundamente nele que meus fios jamais serão encontrados e aos poucos bem aos poucos existir perca todo significado .eu, ventania.
21.3.10
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