.e o meu desejo é cobrir todo corpo com a terra úmida da tua boca, afundar irremediável e vasta no interior das tuas dormências. não reconheço esse lugar por onde estou sendo arrastada, não vejo nenhuma claridade que não seja na insônia obscura da tua presença. porque te pertenço, apesar de eventualmente me olhar no espelho e dizer três vezes “-”, sou sua. lentamente me desconstruo, acordo outra. sou aos poucos aquilo que me fazes, a forma convulsa que me dás.não fujo do teu labirinto, não me esquivo das tuas armadilhas.indefesa, adolescente, nua arremesso meu destino na sua direção.não sei a que me entrego, basta saber você.
23.5.10
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