Vezenquando finjo estar segura, mas me consumo de medo. invento outros universos, novos personagens, levezas que desconheço, mas acabo me torturando com o velho peso da carapaça. suspeito que sou prisioneira de mim, incapaz de ir além do limite da pele, da palavra pronunciada. sei que tenho nas mãos a chave, mas insisto em esquecer que ela abre. ergo as pálpebras, renasço e estou morta no instante seguinte. recuso o remédio, covarde, afasto a cura. estou fechada nesse mundo menor.
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