29.6.09

Com os olhos curvos sobre a mesa deixei que os dedos deslizassem pelo cabelo até ter as mãos paralisadas na nuca. toquei uma lembrança menor, mais uma das que aprendi a separar do corpo.
Invadi meu jardim de criações fantasiosas, o lugar onírico onde cultivei realidades simuladas, sentimentos fabricados. uma vida toda imaterial.
Rompi em torno de mim todas as peles, levantei o queixo sobre a carcaça movediça que me vendava os pés.

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