21.6.09

sem que te visse imaginei teu rosto, teus passos e tudo mais
não entendo essa ansiedade que me invade sempre que penso sobre você, esse desespero contido, essas mãos geladas, nem sei...
continuo esperando por mais um dos teus silêncios, me consumo com ausência do que não conheço, do que não toquei ou ouvi ou nem sei
de qualquer forma nem sabes que existo nem que anseio nem nada que me dê qualquer esperança de que saibas talvez
mas todos os dias vou até você e cubro meu corpo com a chama fria das suas dores
te leio e leio outra vez, as vezes choro ou sei lá
migalhas de um alguém que simplesmente relou no meu braço um dia desses
é verdade quando te disse que sou inventiva, eu sou
tecelã de inventos te recrio com cores cada vez mais vivas, encontros, conversas e não sei o que, tardes inteiras
você sabe, é mais fácil desenhar na folha em branco

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