.de repente fui me aproximando dos seus passos tomando coragem aos poucos pra dizer tudo aquilo que desenhei tantas e tantas vezes nos cadernos espalhados lá de casa mas travei outra vez e ficou tudo preso aqui dentro sem que você visse ou alcançasse qualquer coisa que te fizesse entender e talvez conseguir falar não foi nunca fácil pra nós eu sei sempre te vi tão maior do que eu poderia ser um dia qualquer tive certeza de que seria real de que teus lábios não fossem apenas fogo e tempestade e pudessem me dizer me tocar e não sei mais exatamente o que me espera no mundo que se alarga cada dia mais profundamente na sua ausência na esfera deformada que me enterra pela manhã quando seus olhos não me invadem devastadores rompendo do meu corpo toda vida que não posso nem quero ver mais e ainda audazes devoram a carcaça que insisto em carregar nas costas talvez por ser assim ridícula anêmica exausta de desejar outra que não seja a ressonância da sua voz ao meu ouvido: que seja doce que seja doce que seja doce.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
meu dragão ficou com falta de ar.
ResponderExcluirsó resta o vazio, e o seu silêncio...
ResponderExcluirfoi que o texto me disse.