18.7.10

.é contra o osso rijo que me dilacero para tomar outras formas.. abandono assim sem querer o esqueleto para que minha carne assuma outras perspectivas. é doloroso e as vezes desejo que jamais volte a acontecer, mas involuntariamente estou ali, crescendo, sangrando, desejando me encaixar sem jeito no que me circunda. que esses novos ossos sejam mais leves, quebrem com mais facilidade, ou que tudo não mude tão rapidamente, que eu não seja outra ao amanhecer, que eu seja sempre a mesma.

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