
Uma noite solar cobria meu rosto naquele instante.
.sentia nas mãos o traçado fino frio do vento cortando os poucos espaços vazios ao meu redor, entorpecendo meus pensamentos, paralisando os ossos.
.olhei e um homem cantava algum tipo de cordel, um repentista talvez. tocava um triângulo de metal nas mãos.brilhava.ele cantava.era noite.eu ouvia.
.virei o rosto e havia uma mulher..roupas velhas e sujas. Nos ombros uma mala de sofrimentos, um passado longo e pesado, era curva, era cicatriz, era ela. alimentava os pombos, pássaros famintos.estes devoravam frenéticos, disputavam o peixe, estava cru, um cheiro forte de desgraça me repugnou. eram homens aqueles animais.
.pessoas continuavam a passar, riam, zombavam, o homem, a senhora.eu estava ali.
.submersa. dei algumas informações, pessoas perdidas, a cidade estava viva. Carros passavam, luzes, músculos, ternos e tatuagens. A cidade estava viva.
Eu estava no centro do universo.
.sentia nas mãos o traçado fino frio do vento cortando os poucos espaços vazios ao meu redor, entorpecendo meus pensamentos, paralisando os ossos.
.olhei e um homem cantava algum tipo de cordel, um repentista talvez. tocava um triângulo de metal nas mãos.brilhava.ele cantava.era noite.eu ouvia.
.virei o rosto e havia uma mulher..roupas velhas e sujas. Nos ombros uma mala de sofrimentos, um passado longo e pesado, era curva, era cicatriz, era ela. alimentava os pombos, pássaros famintos.estes devoravam frenéticos, disputavam o peixe, estava cru, um cheiro forte de desgraça me repugnou. eram homens aqueles animais.
.pessoas continuavam a passar, riam, zombavam, o homem, a senhora.eu estava ali.
.submersa. dei algumas informações, pessoas perdidas, a cidade estava viva. Carros passavam, luzes, músculos, ternos e tatuagens. A cidade estava viva.
Eu estava no centro do universo.
--> percepções de mais uma noite na paulista, cada detalhe dela me encanta intensamente, alias, intensamente tem sido minha palavra preferida nos últimos dias. e daí?
aquele vento, aquela brisa inebriante que a lua derrama sobre meus olhos todas as noites, todos os sons confusos culminam em uma estranha harmonia dissonante entorpecendo meus ouvidos, desviando meu caminho.
Um lugar, um estado de espírito.
aquele vento, aquela brisa inebriante que a lua derrama sobre meus olhos todas as noites, todos os sons confusos culminam em uma estranha harmonia dissonante entorpecendo meus ouvidos, desviando meu caminho.
Um lugar, um estado de espírito.
Realmente.....como é linda a Av. Paulista!!
ResponderExcluirÉ sempre bom passear por lá. ^^