.hoje a noite está vermelha. Eu não estou mais ali. me convenci de que sou meu reflexo no outro. fragmentada, dissipada pelas expectativas e projeções sobre meu corpo. existo sem identidade, anônima e mentirosa. me vejo estrangeira, irreconhecível, sufocando o ar dentro do peito pra voltar a ser. não quero nada nem espero mais coisa nenhuma. não acredito no que sinto, não existe, é simulação sem simulacro. Minhas verdades são todas inventadas, crias de uma arvore podre cujos frutos são o que manipulo o mundo a ser, sob meu molde. artesã de falsidade. errada. nada.
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