7.2.12

.nua. o corpo grudado na parede do quarto, me sinto menor.

.dor diminui gente, sabe?

.o travesseiro fincado contra o peito. desisto.

.mãos agarrando o lençol como se desfizesse a própria carne, descartando pra todo lado a pele que não me serve, órgãos que não são meus.

.covarde. escondo o rosto, não me olha. minha cama é de vermelho manchado, daqueles que tão ali há muito tempo.

.vai embora. não, espera aí.

.amanhã serei dia. e dia você pode tocar.

.quando a noite vier, vem. me olha bem, mas é pra ver.

.não dou mais nenhum passo.

.sou toda outra vez. e de pernas quebradas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.